Curiosidades
Por que escrevemos Espresso com 'S'
A Cafeeira Garibaldi vende um conceito de café preparado
segundo os parâmetros do café servido na Itália, que é o berço
do Espresso e onde se escreve com ''S''.
A extração de um espresso é um trabalho feito com amor e
dedicação, logo não poderia ter um nome comparado
uma palavra que remete simplesmente a velocidade e a
tecnologia, afinal apesar da tecnologia de ponta de nossos
equipamentos ser fundamental, ela é muito pouco sem o
elemento humano que através das suas mãos, é capaz de transformar
pequenos momentos em momentos ESPECIAIS !
Resumindo:
ESpecialmente
PREparado
Sob
Sua
Ordem
O método do café espresso é o que melhor preserva as
características da matéria-prima, pois possibilita a extração
dos óleos aromáticos e de outras substâncias.
Significado da profissão Barista
Termo de origem Italiana que designa o profissional conhecedor da arte de preparar corretamente os cafés, principalmente o espresso, cappuccinos e bebidas a base de café. Os baristas podem trabalhar em cafeterias, restaurantes, hotéis e outros segmentos da gastronomia.
Além disso, o bom barista também tem conhecimento de toda a cadeia produtiva do café, estudando a respeito das espécies, regiões produtoras, diferentes formas de manejo, todos os processos, do beneficiamento até a torra, passando pela elaboração do blend, além de dominar tecnicamente uma máquina para café espresso e o seu moinho.
Você sabia?
- O café chega no Brasil no século XVIII, mais precisamente em 1727, através da Guiana Francesa, ele foi o grande responsável pela riqueza do pais no século XIX;
- O Brasil é o maior produtor de café, sua produção representa aproximadamente 30% do mercado mundial;
- Ao contrario do que sugere, a palavra café não vem de Kaffa, província em que foi cultivado, mas do árabe qahwa, que significa vinho;
- Existem dois tipos de cafés o Arábica e o Robusta, o grão Arábica é produzido no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, já o café Robusta é produzido em Rondonia, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia;
- O consumo de café na Itália teve que vencer a resistência da Igreja Católica, o Papa Clemente VIII durante seu papado prova a bebida e a torna uma bebida cristã, vencendo as primeiras barreiras;
- O 1º Campeonato Brasileiro de Barista aconteceu em 2002 e teve como campeã Isabela Raposeiras;
- O fruto do café é formado por: casca, polpa, mucilagem e pergaminho;
- Um espresso perfeito depende de 4 variantes: maquina – moinho – miscela – Mao. Isso significa que para a extração de uma xícara perfeita é preciso uma boa maquina, uma moagem correta do grão, um bom grão e um profissional competente (barista) operando maquina e moinho;
- As características da bebida são: doçura, amargor, acidez, corpo e aroma, o ideal é que todas essas características se encontrem de maneira equilibrada;
- Latte Arte é a técnica usada para desenhar com o leite, para isso é necessário que o leite esteja com o creme bem liso e brilhante;
- O espresso perfeito é extraído entre 20 e 30 segundos, se passar de 30 segundos é considerado superextraido e se não chegar a 20 segundos é considerado subextraido.
Dicas
- Guarde o café em grãos no próprio pacote em temperatura ambiente, em local fresco e seco, já o café moído deve ser guardado em recipiente bem fechado (de preferência vidro) dentro da geladeira;
- Se sua geladeira está com odor desagradável, coloque uma xícara de café dentro dela;
- Não deixe o café dentro da garrafa térmica por muito tempo, além de esfriar, ele oxida, por isso algumas pessoas sentem azia ao tomar um cafezinho;
- Procure degustar um café com os grãos moídos na hora, o sabor e o prazer são bem mais acentuados. Não esqueça de verificar o prazo de validade do café torrado em grãos ou moído, depois de algum tempo ele perde algumas propriedades;
- cafés com torra media escura e escura tem uma leve acidez, o sabor é mais amargo e acentuado e a bebida é mais escura e encorpada, por isso prove vários tipos de cafés e torras, a variedade é grande, e com certeza você encontrara um que lhe agradara o paladar;
- A água utilizada para o café nunca deve chegar no ponto de fervura, ou seja, menos de 100º C e o leite utilizado no cappuccino não deve ultrapassar os 60º C, assim o leite não perde suas propriedades, inclusive sua doçura;
BOM CAFÉ!!!!!
Café e Saúde
Por que o café faz bem?
O café não é remédio, mas a comunidade médico-científica já considera a planta como funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutico). Isso porque o café não possui apenas cafeína, mas também potássio, zinco, ferro, magnésio e diversos outros minerais, embora em pequenas quantidades. O grão do café também possui aminoácidos, proteínas, lipídeos, além de açúcares e polissacarídeos. Mas, o principal segredo: possui uma enorme quantidade de polifenóis antioxidantes, chamados ácidos clorogênicos. Durante a torra do café, esses ácidos clorogênicos formam novos compostos bioativos: os quinídeos. É nessa etapa também que as proteínas, aminoácidos, lipídeos e açúcares formam os quase mil compostos voláteis responsáveis pelo aroma característico do café. É toda essa composição que faz do café uma bebida natural e saudável.
OS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE
O Programa Café e Saúde tem como Coordenador Científico o Prof. Dr. Darcy Roberto Lima. Ph.D em Medicina pela Universidade de Londres, este médico, escritor e professor do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Diretor Associado de Pesquisas, ICS, Vanderbilt University, TN, USA, dedica-se a pesquisar os efeitos do café na saúde humana há mais de 20 anos.
Clique aqui para mais informações sobre o Dr. Darcy Roberto Lima.
Utilize os links abaixo para ler artigos e matérias sobre Café e Saúde:
3 a 4 xícaras de café ao dia trazem mais prazer e saúde a sua vida
Campanha Café também é saúde - coordenada pela Abic
Para mais informações visite também os sites:
www.cafeesaude.com.br
www.positivelycoffee.org
TV Café & Saúde (é necessário fazer inscrição no próprio site)
CAFÉ E COMPOSIÇÃO QUÍMICA:
O café não é só cafeína
A maioria das pessoas que toma café diariamente ignora quais são as substâncias que estão presentes no café e pensa que o café contém apenas ou principalmente cafeína.
Grande engano.
O café possui apenas 1 a 2,5 % de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade. E estas outras substâncias podem até ser mais importantes do que a cafeína para o organismo humano.
O grão de café (café verde) possui além de uma grande variedade de minerais como potássio (K), magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio (Na), ferro (Fe), manganês (Mn), rubídio (Rb), zinco (Zn), Cobre (Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd); aminoácidos como alanina, arginina, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina,metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos como triglicerídeos e ácidos graxos livres , açúcares como sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos. Adicionalmente o café também possui uma vitamina do complexo B, a niacina (vitamina B3 , PP ou "Pelagra Preventing" do inglês) e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos, na proporção de 7 a 10%, isto é, 3 a 5 vezes mais que a cafeína.
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CAFÉ E DEPENDÊNCIA
O café não causa vício, mas sim um hábito saudável, como o exercício
Uma das principais críticas das pessoas que não gostam ou que ainda possuem preconceito contra o café é de que a bebida causa dependência. Talvez seja pela água que o café possui. Pois caso uma pessoa seja colocada numa sala com alimentos, mas sem água por uns poucos dias, ela reclamará a falta da água. E apresentará sinais de dependência da água. Boca seca, sede intensa, apatia, prostração e fraqueza são sinais iniciais da falta de água. A seguir podem surgir delírios, alucinações e alterações do comportamento. A pessoa lentamente fica confusa e perde a consciência. A seguir entra em coma e morre.
A primeira coisa que cada ser humano faz ao nascer é se tornar dependente químico. Ao respirar pela primeira vez o recém nascido torna-se dependente do oxigênio para todas as atividades bioquímicas de seu organismo. A seguir torna-se dependente químico do mais nobre dos alimentos: o leite materno. Por isto podemos ser dependentes de coisas saudáveis, como água, leite, café e exercícios (hábitos saudáveis) ou dependentes químicos de substâncias que prejudicam a saúde (vício), como o tabaco, álcool e drogas ilegais.
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CAFÉ E CRIANÇAS
Café com leite é a bebida natural mais adequada para crianças
Para milhares de crianças brasileiras a primeira e muitas vezes a principal refeição do dia é uma mistura de café com farinha ou leite. Somada a força e a perseverança, estas crianças sobrevivem saudáveis e podem servir de exemplo para outras, ao vencerem na vida, apesar de tudo e de todos. Mas assegurar uma boa nutrição, principalmente a infantil é o maior compromisso social de toda nação.
Muitas crianças com fome são esquecidas em detrimento da preservação de árvores, da natureza e de animais selvagens, todas partes da bela natureza e do meio ambiente.
Mas uma criança é a maior riqueza da natureza e a coisa mais bela de qualquer ambiente. Enquanto que o preconceito contra o café faz com que as crianças tomem pouco ou mesmo não tomem café diariamente, puro ou com leite, o mesmo não acontece com outras bebidas. Na atualidade tomar refrigerantes ou sucos artificiais para saciar a sede é um hábito diário de quase todas as crianças, em lugar de um simples copo de água. E estudos recentes feitos por médicos ingleses detectaram que o consumo exagerado de refrigerantes por adolescentes não apenas ajuda a destruir os dentes, mas pode provocar problemas de comportamento e afetar o crescimento. E cerca de 1/3 das crianças americanas são obesas graças ao consumo de bebidas e alimentos artificiais, incluindo refrigerantes. E ao mesmo tempo, as crianças são erroneamente educadas de que o consumo de café pode ser prejudicial para a saúde. Pois o café pode ajudar as crianças, adolescentes e jovens nas escolas. O consumo moderado e diário de café, ao estimular o sistema de vigília, atenção e concentração, pode ajudar no aprendizado escolar. E para tal basta que o café seja tomado pela manhã - com ou sem leite - e na merenda escolar, depois do café da manhã, seguindo-se um café no lanche da tarde. A humanidade escolheu o café como bebida diurna porque ele estimula o sistema de vigília do cérebro humano, mantendo-o mais acordado. O consumo diário e moderado de café torna o cérebro mais atento e capaz de suas atividades intelectuais, diminui a incidência de apatia e depressão e estimula a memória, atenção e concentração, melhorando a atividade intelectual normal.
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CAFÉ E ATLETAS
Café, uma bebida natural, é a mais saudável para atletas
Corredores de maratona e atletas de outras formas de exercício intenso aumentam os níveis de endorfina no cérebro, criando uma forma de auto-gratificação interna ( "self-reward"). Isto faz com que o atleta treinado siga adiante ao atingir um ponto máximo de cansaço, que leva todas as pessoas sem treinamento a pararem por fadiga. Caso os atletas tomassem café diariamente durante os treinos, na dose mínima de 4 xícaras, é possível imaginar que os ácidos clorogênicos/ quinídeeos do café bloqueariam os receptores que são estimulados pelas endorfinas, peptídeos opióides cerebrais.
Isto faria com que os neurônios do cérebro aumentassem sua descarga de endorfinas para trazer o estímulo necessário para o atleta prosseguir, atingindo a auto-gratificação num nível mais alto. Atletas assim treinados, teriam um cérebro trabalhando contra uma resistência a auto-gratificação. E quando esta resistência fosse retirada, certamente este cérebro estaria com uma maior capacidade de produzir a auto-gratificação. Deste forma, atletas treinados consumindo diariamente café, caso parassem de tomá-lo na véspera e nos dias de competição, poderiam ter sua performance aumentada de forma significativa, sem qualquer tipo de "doping ". Apenas aumentando, além da capacidade dos músculos, a capacidade do cérebro de prosseguir mais além.
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CAFÉ EM EXCESSO
Café e cafeína não possuem riscos em doses moderadas
Tudo em excesso pode fazer mal.
As críticas ao consumo de cafeína em quantidades moderadas são total e completamente infundadas, mas ainda arraigadas ao limitado conhecimento de pessoas desinformadas.
Em quantidades moderadas - o equivalente a 400-500 mg/dia - dose de até 4 xícaras - a cafeína não é prejudicial a saúde humana, desde a gestação até o final da vida.
A administração aguda de cafeína causa um aumento modesto da pressão sangüínea arterial, dos níveis de catecolaminas, da atividade de renina plasmática, dos níveis de ácidos graxos livres, da produção de urina e da secreção gástrica. Ela altera o espectro eletroencefalográfico, o humor e o padrão do sono em voluntários normais. O consumo crônico de cafeína não possui efeitos na pressão sangüínea, nos níveis plasmáticos de catecolaminas, na atividade de renina plasmática, na concentração de colesterol no soro, nos níveis de glicose no sangue ou na produção de urina. A cafeína não está associada com o infarto do miocárdio, nem com o câncer do trato genitourinário inferior ou do pâncreas; com teratogenicidade ou doença fibrocística da mama. O papel da cafeína na produção de arritmias cardíacas ou de úlcera gástrica ou duodenal em pessoas normais também não foi confirmado, não havendo evidências de que a cafeína seja prejudicial ao ser humano sadio. Apesar do consumo de café e chá ser antigo, as pesquisas que avaliam os efeitos do café no homem são recentes. Cerca de uma centena de produtos químicos foi identificada no café, sendo algumas, como o ácido clorogênico, até mais abundantes que a cafeína. A cafeína é o elemento do café mais estudado até o momento e o principal responsável pelas propriedades estimulantes que deram a popularidade � bebida. Mas seu consumo moderado não é prejudicial ao organismo.
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CAFÉ E CORAÇÃO
Ao contrário do que se pensava, o consumo moderado de café pode fazer bem ao coração
A depressão é um fator independente de risco cardiovascular para homens e estudos modernos avaliam o papel protetor de medicamentos antidepressivos e hábitos alimentares.
O consumo diário de doses moderadas (três a quatro xícaras ao dia) de café torrado adequadamente (café funcional nutracêutico) pode ser benéfico na prevenção da depressão/DCV por conter, em quantidades superiores � s de cafeína (1-2%), compostos quinídeos derivados dos ácidos clorogênicos (2-4%) com ação antioxidante, além de potente ação antagonista opióide (tipo naltrexona) e efeito inibidor da recaptação de adenosina.
No passado um grande número de cardiologistas julgava que o café possuía apenas cafeína, desconhecendo que a bebida contém também maiores quantidades de sais minerais (2-4%), ácidos clorogênicos e quinídeos (2-4%), niacina ou vitamina PP (1%) além da cafeína (1-2%) e centenas de óleos voláteis responsáveis pelo aroma e sabor da bebida, característicos de cada região produtora e dos blends dos fabricantes. Na atualidade evidências científicas permitem classificar o café como uma planta funcional nutracêutica. E novos estudos estão em andamento para avaliar o possível benefício de seu consumo na prevenção da depressão, tabagismo, alcoolismo e mesmo infarto do miocárdio. Por esse motivo o médico deve mudar seu preconceito em relação ao café, o qual considera possuir apenas cafeína, mas reconhecer que talvez possa até ser recomendado a seus pacientes (além do consumo próprio) desde que em quantidades moderadas (3-4 xícaras diárias).
CAFÉ E DIABETES
Estudos modernos mostram que o consumo regular de café protege contra o surgimento da
diabetes do adulto
O diabetes tipo II ou insulino-independente (tipo adulto) tem início na maturidade, geralmente após os 40 anos, e os pacientes são em sua maioria obesos e a evolução é lenta. O diabetes do tipo 2 é responsável por 90% dos casos.
Há um componente genético importante e, embora a função das células beta do pâncreas esteja diminuída, persiste uma certa capacidade de secreção de insulina, havendo maior resistência ao desenvolvimento de cetose.
Os sintomas mais freqüentes são poliúria (diurese abundante), polidipsia (sede intensa) e emagrecimento e as complicações mais comuns são retinopatia e nefropatia, todas passíveis de controle pelo acompanhamento rigoroso da glicemia. Estudos recentes sugerem que o consumo diário de até 6 xícaras de café pode prevenir o surgimento do diabetes tipo II, não devido a cafeína mas talvez devido aos ácidos clorogênicos, seus metabólitos ou aos minerais como o magnésio, dentre inúmeras outras substâncias ainda a serem estudadas no café, que não é só cafeína, abrindo uma nova área de pesquisa sobre o papel protetor do consumo de café.
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CAFÉ, CÁLCIO E OSTEOPOROSE
O consumo moderado de café não interfere na absorção do cálcio e não causa osteoporose
Um conceito errado entre muitos profissionais de saúde, como nutricionistas, é o de que a cafeína interfere na absorção do cálcio, diminuindo-a, podendo assim causa osteoporose. Trata-se de algo totalmente infundado. A cafeína não atua como um quelante do cálcio, como o antibiótico tetraciclina, que impede a absorção de cálcio. O cálcio tem seu metabolismo rigorosamente controlado por uma série de hormônios e vitamina (vitamina D), de forma que dos 1.200 mg que ingerimos diariamente, apenas 300 mg são absorvidos. Caso precisemos de mais cálcio, o intestino apenas aumenta sua absorção.
O consumo moderado de cafeína não causa osteoporose em idosos nem aumenta o risco de fraturas. Denúncias iniciais levantaram a suspeita de que o consumo de cafeína pudesse ser responsável por uma maior incidência de osteoporose e fraturas em idosos, mas diversas pesquisas modernas esclareceram esta dúvida inicial. O risco de fratura do quadril apresenta uma modesta relação com o consumo de doses elevadas de cafeína, superiores a cinco xícaras diárias (acima de 700 mg de cafeína por dia) em alguns estudos enquanto que outros concluem que não existe relação entre o consumo de cálcio, leite, fósforo, proteínas, vitamina C e cafeína e fraturas do quadril. Também concluem que exercícios recreacionais na infância e adolescência parecem ajudar a proteger contra este tipo de fratura. A menopausa esta associada a uma diminuição da densidade óssea e osteoporose, que pode ser agravada pelo tabagismo, pois este diminui a absorção de cálcio. O consumo moderado de cafeína não possui relação com o problema, mas o consumo exagerado de cafeína deve ser evitado por pessoas idosas e mulheres na menopausa, isto é, de doses acima de 500 mg diários de cafeína pode influir na ocorrência de osteoporose, mas apenas nas mulheres que consomem uma quantidade inferior a 800 mg de cálcio na dieta . A falta de consumo diário de leite pode estar relacionada a uma maior incidência de osteoporose em idosos, algo que pode até ser prevenido com duas a três xícaras diárias de café com leite.
CAFÉ, ALCOOLISMO E DROGAS
O café forma durante a torra adequada produtos que ajudam a inibir o desejo de consumir álcool e drogas ilegais
O alcoolismo social é uma forma de dependência crônica aceita e praticada pela maioria dos adultos nas sociedades modernas e o alcoolismo agudo e crônico se constituem na principal forma de toxicomania da espécie humana na atualidade.
O controle do alcoolismo na atualidade é feito com medicamentos com propriedades antagonistas opióides, como o naltroxone e o nalmefene. Pois o café possui potentes antagonistas opióides, os quinídeos formados na torra do café a partir dos ácidos clorogênicos.
E pouco é conhecido sobre outros efeitos sobre o organismo humano dos quinídeos, que também possuem uma ação inibidora da recaptação da adenosina, atuando também como antagonistas dos efeitos excessivos da cafeína sobre as células, um efeito citoprotetor. Por isto, os ácidos clorogênicos e os quinídeos formados na torra adequada do café podem até ser mais importantes que a cafeína na bebida e de grande ajuda na prevenção e controle da depressão e suas conseqüências como suicídio e o alcoolismo, uma forma lenta de suicídio e suas conseqüências, como a cirrose.
CAFÉ, DEPRESSÃO E SUICÍDIO
Pesquisas modernas mostram que o consumo de café pode diminuir o risco de depressão e suicídio
A depressão mental é uma resposta completamente normal do cérebro humano a situação e adaptação social do indivíduo. Apenas a resposta depressiva tende a integrar o indivíduo numa sociedade, a valorizá-la e nela adaptar-se.
O sintoma depressivo é uma forma de reação altamente evoluída do cérebro humano na escala animal e serve para proteger o excesso de individualismo do homem, que pode prejudicar sua integração na sociedade. Também serve para evitar que o indivíduo quebre normas estabelecidas.
Todo ser humano apresenta periodicamente depressão mental, dentro de uma resposta normal do cérebro. Apenas quando ela aparece sem uma causa desencadeante ou permanece por tempo e intensidade demasiados, o indivíduo pode necessitar de ajuda. Tristeza, angústia, medo, saudade e sofrimento são formas atenuadas de depressão e demonstram a reação do indivíduo na sua adaptação familiar e social, representando reações sadias do convívio humano. Cerca de 20 % da população adulta apresentam durante sua vida episódios depressivos com manifestações clinicas significativas que precisam ser controlados com um tratamento especializado com medicamentos. A depressão, como a ansiedade, pode ser a manifestação final de fatores genéticos, problemas de desenvolvimento (distúrbios da personalidade), traumas de infância ou de problemas psicossociais (divórcio, desemprego ). A depressão pode ser um fenômeno reacional, normal, podendo também ser parte de uma doença depressiva que requer tratamento médico especifico e eficaz. Em situações de grande tristeza as mulheres ativam uma área do cérebro oito vezes maior que o homem. Esta hiperatividade é seguida por um período de depressão, razão pela qual as mulheres são mais suscetíveis a sofrerem de depressão. Há uma relação entre a depressão e a auto-estima (amor próprio), sendo que a depressão normal esta relacionada positivamente com a auto-estima, isto é, uma depressão discreta aumenta com a auto-estima - , mas caso a depressão se torne exagerada e anormal, a auto-estima começa a diminuir até atingir um nível zero, onde o risco de suicídio é grande, pela perda total do amor-próprio, levando o indivíduo ao suicídio. Diversas pesquisas epidemiológicas no Brasil e Estados entre jovens, adultos e mulheres comprovaram que o consumo diário e moderado de café diminui o risco de depressão e suicídio.
Fonte :ABIC
Sabor do Café - Dicas de Preparação
Sabor do Café - Dicas de Preparação
Após todo processo produtivo, o café passa pela etapa do preparo para consumo. O preparo correto é fundamental pois é nesta etapa que todo esforço de produzir um café de qualidade culmina. O preparo, que consiste na extração do sabor e aroma do café torrado e moído através de água quente, possui variantes culturais que determinam diferentes processos de preparo, mas deve seguir algumas regras básicas para a obtenção de um bom café.
Tipos de preparo - filtragem, percolação, prensagem ou pressão
Regras fundamentais de uma boa preparação - geral para todos os tipos de preparo
Preparação em coador de pano
Preparação em coador de papel
Preparação de café expresso
Influências da torra e moagem
TIPOS DE PREPARO
A adição de água quente ao café torrado e moído, produzindo então a bebida café, é um processo chamado de infusão, e pode ocorrer por filtragem, percolação, prensagem ou pressão, sendo que cada um destes produz tipos de bebidas distintas.
Filtragem:
O pó é acondicionado em um filtro, de papel ou de pano, com adição de água quente não fervente por cima.
Este método é muito utilizado na cultura brasileira de preparo, através de coadores caseiros e cafeteiras elétricas, dando origem ao tradicional cafezinho.
Percolação:
Método onde se coloca o pó de café no centro de um equipamento moka, que posicionado em um fogão faz a água entrar em ebulição e pressionar café líquido para um recipiente.
É a forma mais utilizada para consumo de café na Europa.
Prensagem:
em um recipiente de vidro se coloca o pó de café misturado com água quente não fervente e em seguida introduz-se um filtro que é pressionado por um êmbolo que separa o pó do café já pronto para consumo.
O método, que virou moda entre os norte-americanos, é conhecido como Prensa Francesa.
Pressão:
conhecido como café expresso, neste preparo o café é moído na hora e acondicionado em um filtro que sofre uma pressão de água a 90oC e 9Kg de pressão durante 30 segundos em média, gerando uma bebida cremosa e aromática. Criado pelos franceses, o café expresso é considerado o método mais apropriado para apreciação de todas as nuances desta bebida.
REGRAS FUNDAMENTAIS DE UMA BOA PREPARAÇÃO
Quanto melhor o café, maior é a extração e melhor o sabor da bebida.
Veja a data de fabricação do café. Café recém torrado tem mais sabor.
O café moído se deteriora facilmente em função do ar, da umidade, do calor, do tempo e do contato com odores estranhos. Por isso ele deve ficar acondicionado sempre distante desses riscos. Guarde o café não utilizado em um recepiente com boa vedação, na geladeira.
A água utilizada deve ser pura e limpa. Utilize sempre água filtrada ou mineral na preparação do café.
Prepare somente a quantidade de bebida que vai ser consumida imediatamente ou, no máximo, durante a hora seguinte.
O tempo de contato entre água e café deve ser:
Para moagem fina - até 4 minutos
Para moagem média - de 4 a 6 minutos
Para moagem grossa - de 6 a 9 minutos
Este tempo varia conforme o equipamento e a preferência pessoal.
Use a medida correta. Utilize de 80 a 100 gramas de pó (aproximadamente 5 a 6 colheres de sopa) para 1 litro de água. Se a bebida resultar sem sabor, aumente a quantidade de café. Se ela ficar amarga, áspera ou desagradável, diminua o tempo de contato da água com o café, diminuindo a quantidade do pó.
A água utilizada deve ser apenas aquecida - não pode ferver, pois a perda de oxigênio altera a acidez do café. A temperatura ideal de preparo é próxima dos 90oC.
Pelo pó de café deve passar somente água quente, jamais a bebida. A recirculação torna a bebida muito amarga, áspera e desagradável.
O café usado (café esgotado, borra) é o pior inimigo do sabor, aroma, da cafeteira e da sua saúde. Jogue-o fora. Nunca o reutilize, sequer misturando-o ao café fresco. Para garantir a qualidade ideal, o café já usado e a bebida preparada devem ficar sempre separados.
Deguste com prazer uma bebida fresca, um café preparado na hora, ou o mais recente possível. A característica da bebida café é a de ir deteriorando-se lentamente e, por isso, um café preparado há mais tempo não tem o mesmo sabor agradável de um café fresco.
Beba o café em xícaras de porcelana. O sabor fica destacado e a temperatura constante.
No caso do uso de garrafas térmicas, estas devem ser muito limpas e de uso exclusivo do café.
Nunca prepare ou armazene a bebida já adoçada porque se formará uma crosta de caramelo de mal sabor nas paredes do recipiente.
PREPARAÇÃO EM COADOR DE PANO
Utilize cafés com moagem média ou fina.
Use uma medida padrão para a qualidade do pó. Use a medida correta. Utilize de 80 a 100 gramas de pó (aproximadamente 5 a 6 colheres de sopa) para 1 litro de água.
A medida correta deve ser experimentada até encontrar aquela que melhor atenda ao seu paladar.
A água utilizada deve ser pura e limpa. Utilize sempre água filtrada ou mineral na preparação do café.
Colocar o pó de café na água quente antes de entrar em ebulição (cerca de 90º C). Mexer com colher de pau até fazer um creme na superfície do recipiente. A colher de pau deve ser de uso exclusivo do café. Não utilize a mesma colher em temperos, refogados ou outros alimentos.
Pode-se também colocar o pó de café no coador, umedecendo todo o pó e despejando a água em fio.
Se desejar café bem quente, escalde o recipiente, bule ou garrafa térmica, antes de fazer o café.
Quando novos, os coadores de pano devem ser fervidos em água com café para retirar a goma ou outros resíduos e para que eles adquiram o aroma do café.
Após serem utilizados, os coadores de pano devem ser lavados somente com água e jamais com detergentes, alvejantes ou mesmo com café que sobrou.
PREPARAÇÃO EM COADOR DE PAPEL
Utilize cafés com moagem média ou fina.
Use uma medida padrão para a quantidade de pó. Recomenda-se 80g a 100g de pó para um litro de bebida (5 a 6 colheres de sopa). A medida correta deve ser experimentada até encontrar aquela que melhor atenda o seu paladar.
O filtro de papel deve ter o mesmo tamanho e forma do porta-filtros.
Coloque o pó no filtro, espalhando-o uniformemente. Não compacte, nem aperte a camada de café.
A água utilizada deve ser pura e limpa. Utilize sempre água filtrada ou mineral na preparação do café.
Imediatamente antes da fervura (90ºC), despeje a água sobre o pó, umedecendo-o todo. Comece molhando o pó de café das beiradas para o centro do coador/filtro. Em seguida, despeje a água lentamente (em fio) bem no centro do filtro, sem misturar com a colher.
Quanto mais lentamente despejar a água, mais escuro resultará o café. Entretanto não exceda 4 a 6 minutos, para que a extração excessiva não torne o café amargo.
Para um café bem quente, escalde o bule ou garrafa térmica pouco antes de fazer o café.
Jogue fora o filtro e o café já usados. Não passe a bebida novamente pelo café esgotado porque ela ficará amarga e com sabor desagradável.
A preparação em cafeteiras elétricas utiliza o mesmo tipo de café e as mesmas medidas. Para fazer quantidades grandes (mais que 12 xícaras pequenas), o longo tempo de preparo pode resultar em sabor amargo. Se isto ocorrer, faça menos xícaras por vez.
PREPARAÇÃO DE CAFÉ ESPRESSO
O Café Espresso
Espresso é o café exclusivo, preparado sob pressão, em doses individuais para ser saboreado no exato momento da extração. É um café resultante da combinação dos mais intensos aromas e sabores.
Para prepará-lo é melhor utilizar grãos frescos, de alta qualidade, com aroma e sabor intensos, moídos adequadamente e comprimidos de forma correta onde a água passa sob pressão.
As máquinas devem permitir a operação com pressão de 9 atmosferas (atm) e temperatura de 90º C, num tempo que varia de 25 a 30 segundos. Estas são condições ideais para a obtenção de um café espresso excelente.
O café espresso é concentrado - 7 gramas de pó para até 50ml de água - de aroma e sabor intensos com um bom corpo e persistência no paladar, coberto por um denso creme cor de avelã (marrom claro) em toda superfície da xícara, cuja espessura deve estar entre 3mm e 4mm.
O Creme do Café
Espresso, a espessa e rica camada de creme serve para manutenção da temperatura e preservação do aroma do expresso antes de ser consumido. Nestas condições, o espresso retém uma porção de açúcar durante alguns segundos.
O creme (e não a espuma, que se desfaz rapidamente) permanece na xícara por um longo período. Ele marca e adere à parede da xícara.
O creme espesso e duradouro é o sinal mais importante de que o espresso foi bem tirado. O preparador deve estar sempre atento. Se o creme não se formou é porque a moagem está grossa, o tempo de extração foi curto e o café não foi bem tirado (ficará muito fraco).
O espresso bem tirado tem creme espesso, com cor homogênea e retém uma porção de açúcar (teste do açúcar) durante alguns segundos.
Dicas de preparo
O café espresso deve ser preparado de preferência com grãos recém torrados. Moa o café um pouco antes da preparação.
A torra do espresso é mais clara (média para clara). Assim os óleos aromáticos são preservados. Grãos muito torrados tornam-se oleosos, perdendo aroma e sabor e deixando o expresso mais amargo.
A primeira providência para o espresso perfeito é encontrar a moagem ideal do pó. A moagem aconselhada é a média. Se ela for muito grossa, a água passa mais rápido pelo filtro e a bebida fica fraca, sem a formação do creme. Se for muito fina, a água demora mais a sair, deixando a bebida amarga e manchas brancas no creme. Além disso o pó deve ser comprimido adequadamente.
Números para o preparo correto de um café espresso:
50 ml de água (espresso normal); 30 ml de água (curto)
7 gramas de café
90oC de temperatura para a água
9 bar de pressão para a máquina do café espresso
30 segundos de tempo para de infusão da bebida
O creme deve ser consistente - ao consumir a bebida o creme fica grudado na parede da xícara. A sua cor deve ser bege escura.
O creme serve para manter a temperatura da bebida e preservar seu aroma. Mesmo que a pessoa não adicione açúcar ou adoçante, o café deve ser mexido para que seus aromas possam ser sentidos
INFLUÊNCIAS DA TORRA E MOAGEM
Grau de torra Características Equipamento
Clara Acentuada acidez, suavidade do aroma e sabor, menos amargor Ideal para máquinas de café expresso
Média Acentua o aroma e o sabor Ideal para coador de pano ou filtro de papel
Escura Diminui a acidez, acentua sabor amargo, bebida mais escura
O tempo de preparação é influenciado pela moagem, pois numa moagem muito fina, a água levará mais tempo para passar pelo pó, resultando numa extração superior.
Grau de moagem Preparo
Pulverizado Café árabe, onde o pó não é coado
Fina/Média Filtração (filtros de papel, coador de pano)
Média Café expresso
Grossa Percolação - cafeteira italiana
Fonte: ABIC
Cafe na merenda
Embora o café seja, há mais de mil anos, uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo, sua história sempre foi recheada de preconceitos, superstições e campanhas de depreciação. Porém, pesquisas realizadas no Brasil, Estados Unidos, Europa e Japão, revelam que o café pode fazer muito bem à saúde.
Segundo os resultados dessas pesquisas, o consumo de até cinco xícaras por dia contribui na prevenção de várias doenças, como o câncer de cólon, diabetes, a doença de Parkinson e o mal de Alzheimer. Isso porque ele possui propriedades antioxidantes e protege os neurônios.
A comunidade científica já considera o café um alimento nutracêutico (nutricional e farmacêutico). O produto não é formado apenas por cafeína como é mais divulgado, mas de muitos outros componentes tão ou mais importantes - sais minerais (3 a 5%), açúcares (35 a 55%), lipídios (10 a 20%), aminoácidos (2%) e niacina ou Vitamina PP (0,5%) - e farmacêuticas - 1 a 2,5% de cafeína e 7 a 9% de ácidos clorogênicos. Do ponto de vista alimentício, todos esses componentes fazem do café uma bebida saudável e rica em propriedades nutricionais. E, o que é muito importante, sem causar a indesejada obesidade - problema crescente e alarmante principalmente em países desenvolvidos - tanto que é recomendado a pessoas que estão fazendo dieta alimentar. O uso farmacêutico do café, ou seja, na composição de medicamentos, já vem sendo estudado contra disfunções psíquicas e deve tornar-se realidade em, no máximo, cinco anos.
Outro preconceito, que também está acabando, é o de que café não deve ser consumido por crianças. Várias pesquisas já concluíram que o café pode e deve ser ingerido, de forma moderada, principalmente por estudantes. Isso porque a cafeína é, comprovadamente, uma substância que estimula a vigília, a atenção, a concentração, a memória e o aprendizado.
Uma xícara pequena de café, pela manhã, é o suficiente para deixar o cérebro alerta.
Com base em constatações científicas de que o café aumenta a capacidade intelectual e a atenção, melhorando a absorção de idéias, muitas escolas brasileiras incluíram o café na merenda escolar, uma experiência pioneira que melhora significativamente o desempenho de crianças e adolescentes na sala de aula. No Estado de Minas Gerais, o uso do café na merenda escolar de todos os alunos já é estabelecido em lei. Porém, a ingestão diária de café por crianças deve respeitar o limite de moderação estabelecido por médicos especialistas de acordo com a faixa etária. A dose sugerida para crianças entre seis e 10 anos de idade é de três xícaras por dia.
O Programa Café na Merenda, Saúde na Escola criado pela ABIC em 2006 tem como objetivos: desenvolver hábitos de alimentação saudável; divulgar os benefícios à atividade intelectual, ao aprendizado escolar e prevenção de doenças; desenvolver pesquisa científica correlacionando o consumo de café com leite e a melhoria do aprendizado escolar; estimular o hábito diário de consumir café com leite entre estudantes e contribuir para a formação de futuros consumidores.
(fonte: ABIC)
Sustentabilidade
PROGRAMA CAFÉS SUSTENTÁVEIS DO BRASIL
Uma nova iniciativa para estimular a sustentabilidade no café, com qualidade e certificação
O conceito de sustentabilidade na produção de alimentos está avançando em todo o mundo.
Consumo consciente, preservação do meio ambiente, redução do uso de recursos naturais e de agentes poluidores, valorização social e econômica dos produtores, garantindo-lhes melhores condições de vida, de trabalho, de escolarização e de cidadania, fazem parte das preocupações de um contingente cada vez maior de pessoas.
Estas pessoas traduzem sua adesão a estes conceitos, com uma mudança em seus estilos de vida e, principalmente, de consumo de bens, produtos e serviços.
A Sustentabilidade é, dessa forma, uma tendência que avança também no Brasil.
A produção do café, entre todos os produtos agrícolas, é uma das que mais tem contribuído para a sustentabilidade da atividade, nas dimensões ambiental, econômica e social.
Diversos programas de certificação do grão cru já existem em vários países. Na Europa e nos Estados Unidos, o consumo de cafés certificados se amplia vigorosamente. Um novo programa mundial de sustentabilidade do café, que objetiva ampliar significativamente a produção desses tipos de café, estará no mercado em 2007.
A ABIC, consciente de sua responsabilidade para com os consumidores brasileiros, para com os industriais de café e alinhada com o conceito de sustentabilidade, está lançando o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil - PCS.
Esta iniciativa registrada da ABIC visa, através de parcerias entre a indústria e os cafeicultores e suas cooperativas, promover a Sustentabilidade e a Qualidade em toda a cadeia do café, desde o processo agrícola, passando pelo beneficio até o processo industrial na torrefação.
O resultado deve ser a oferta de cafés diferenciados, com rastreabilidade assegurada desde a planta até a xícara, produzidos com critérios de Sustentabilidade e de Qualidade, tudo garantido por programas de certificação, verificações nas propriedades rurais e auditorias nas industrias de café.
O PCS se apoiará em acordos de cooperação das organizações de cafeicultores com os industriais, através da ABIC. Os grãos produzidos nas fazendas e certificados quanto à sua produção sustentável, servirão de matéria prima básica - no mínimo 60% da composição do blend - para a produção de cafés tipo Superior ou Gourmet, certificados pelo Programa de Qualidade do Café - PQC, da ABIC, que assegura a qualidade da bebida e as características sensoriais do produto final.
O PCS se inicia com a parceria da ABIC com o CACCER - Conselho das Associações de Cafeicultores do Cerrado, de Minas Gerais. O Cerrado é a primeira região produtora brasileira de café com demarcação geográfica reconhecida internacionalmente e tem um programa de certificação de origem, rastrealibilidade e sustentabilidade. O PQC da ABIC já certifica 200 marcas brasileiras de café, das quais 70 são de cafés Superiores ou Gourmet. As duas entidades juntam os seus programas através de um Protocolo de Cooperação, que será gerenciado pelo Instituto Totum, organismo certificador credenciado e especializado na gestão de programas de qualidade.
Os novos produtos resultantes do Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, receberão uma identificação especial - o logotipo de uma arvore, encimando o titulo Cafés Sustentáveis do Brasil - que facilitará sua identificação pelos varejistas, distribuidores, cafeterias e consumidores.
Fonte: ABIC
Beber cafe faz bem (fonte: Revista Saude)
Beber café faz bem
A bebida sempre foi unanimidade pelo seu sabor, mas havia uma espécie de nata encobrindo seus benefícios. Prepare-se porque vamos passar novidades fresquinhas e surpreendentes para você degustar
por REGINA P. | design LETÍCIA R. e THIAGO L. | fotos DERCÍLIO
Puro ou adoçado? Coado ou expresso? Forte ou fraco? Arábica ou robusta? Da Colômbia ou das nossas montanhas de Minas? Com petit four ou pão de queijo? Assim como em uma cafeteria, inúmeras questões sobre o café são levantadas em centros de pesquisas ao redor do planeta. Grande parte dos cientistas busca elucidar a maior das dúvidas: afinal, ele faz mesmo bem para a saúde?
O cardiologista Bruno Mahler Mioto, do Instituto do Coração, o InCor, que fica em São Paulo, é um dos que estão atrás da resposta. “Embora existam mitos em relação à bebida e ao coração, ela não parece elevar o risco de doenças cardiovasculares”, afirma. Mioto está envolvido em um estudo sobre esse elo e ficou animado com os primeiros resultados obtidos recentemente. “O consumo de três a quatro xícaras diárias, por um grupo de 27 voluntários, não mostrou aumento da pressão arterial”, conta. Esse achado tem tudo a ver com outra pesquisa, publicada no periódico científico Circulation, da Associação Americana do Coração. Realizada com 83 076 mulheres, ela aponta, inclusive, um discreto efeito protetor contra o acidente vascular cerebral, o derrame. “Por causa do grande número de análises positivas que existem na literatura especializada, hoje não há mais razão para as pessoas temerem o cafezinho”, enfatiza Mioto. Mas daí vem mais uma pergunta: até mesmo as crianças devem incluí-lo no dia a dia? “Sim”, responde, com ar seguro, a psicóloga Carla Verônica Machado, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Ela se dedica a analisar efeitos da bebida entre os pequenos. “Algumas substâncias ajudam na concentração e melhoram a memória, por isso a preparação é bem-vinda para quem está na escola”, diz.
Aliás, por falar em cérebro, um trabalho recém-concluído na Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, revela que, na massa cinzenta, a cafeína reduz os níveis de uma proteína chamada betaamilóide, que, em concentrações elevadas, seria um dos principais estopins para o Alzheimer. E outra vez nos deparamos com uma dúvida: o café é feito exclusivamente de cafeína? Quem ajuda com a resposta desta vez é o farmacêutico-bioquímico Tasso Moraes e Santos, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG: “Ele concentra diversos compostos benéficos, além de vitaminas e de sais minerais”, conta. E o mais saboroso nessa história é que a rica mistura atua em sinergia, bem ali, dentro da xicrinha.
Para o professor Tasso Moraes, o café merece lugar de destaque no seleto rol dos alimentos funcionais. E qual seria o motivo? “É que, além de oferecer nutrientes, ele contém substâncias capazes de reduzir o risco de doenças”, justifica, sem pestanejar. O pesquisador e sua equipe observaram, por exemplo, uma boa atuação no fígado. “Nós oferecemos a um grupo de ratos uma ração especial feita com café e notamos uma diminuição de nódulos hepáticos”, conta. Como esses nódulos tendem a virar encrenca, segundo Moraes é possível deduzir que a bebida protege contra o desenvolvimento de tumores.
A relação entre o fígado e o café também aparece em um estudo recente do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Os cientistas avaliaram 766 pacientes que tiveram hepatite C e entre aqueles que bebiam mais de três xícaras de cafezinho por dia houve uma desaceleração no desenvolvimento da doença.
Em ambos os trabalhos, existem suspeitas de que compostos fenólicos, moléculas presentes na bebida, estejam por trás dos resultados. Dentro dessa turma do bem, um dos destaques é o já mencionado ácido clorogênico, mas existem ainda o ácido cafeico, o ácido ferúlico e o ácido p-cumárico. “Todos eles têm ação antioxidante”, explica outra estudiosa do assunto, a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, na capital paulista.
Apesar de tantos defensores, várias questões podem continuar martelando em sua cabeça, como esta: será que todas essas substâncias benéficas se mantêm mesmo quando o fruto é processado? “Sim. Embora exista uma queda na quantidade, esses compostos permanecem em dosagens razoáveis no grão torrado”, garante a nutricionista Liliane Machado, da Universidade de Brasília, a UnB, que também faz parte do time de especialistas brasileiros atrás de respostas para tantas e tantas interrogações.
Para o professor Tasso Moraes, o café merece lugar de destaque no seleto rol dos alimentos funcionais. E qual seria o motivo? “É que, além de oferecer nutrientes, ele contém substâncias capazes de reduzir o risco de doenças”, justifica, sem pestanejar. O pesquisador e sua equipe observaram, por exemplo, uma boa atuação no fígado. “Nós oferecemos a um grupo de ratos uma ração especial feita com café e notamos uma diminuição de nódulos hepáticos”, conta. Como esses nódulos tendem a virar encrenca, segundo Moraes é possível deduzir que a bebida protege contra o desenvolvimento de tumores.
A relação entre o fígado e o café também aparece em um estudo recente do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Os cientistas avaliaram 766 pacientes que tiveram hepatite C e entre aqueles que bebiam mais de três xícaras de cafezinho por dia houve uma desaceleração no desenvolvimento da doença.
Em ambos os trabalhos, existem suspeitas de que compostos fenólicos, moléculas presentes na bebida, estejam por trás dos resultados. Dentro dessa turma do bem, um dos destaques é o já mencionado ácido clorogênico, mas existem ainda o ácido cafeico, o ácido ferúlico e o ácido p-cumárico. “Todos eles têm ação antioxidante”, explica outra estudiosa do assunto, a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, na capital paulista.
Apesar de tantos defensores, várias questões podem continuar martelando em sua cabeça, como esta: será que todas essas substâncias benéficas se mantêm mesmo quando o fruto é processado? “Sim. Embora exista uma queda na quantidade, esses compostos permanecem em dosagens razoáveis no grão torrado”, garante a nutricionista Liliane Machado, da Universidade de Brasília, a UnB, que também faz parte do time de especialistas brasileiros atrás de respostas para tantas e tantas interrogações.
Embora o processamento preserve boa parte das substâncias benéficas, é o grau de torrefação que determina a quantidade delas. “Quanto menor a torra, maior o número de compostos fenólicos e de nutrientes encontrados na bebida”, diz Liliane Machado, nutricionista da UnB. “Os grãos menos torrados também resultam em bebidas mais aromáticas”, lembra o expert Marco Suplicy, da Suplicy Cafés Especiais, em São Paulo. Aliás, a bebida não precisa ser totalmente negra para ser de boa qualidade, muito pelo contrário. “Os cafés mais escuros costumam acumular cinzas”, diz Suplicy. E, para piorar, o gosto não fica dos melhores, o que leva o consumidor a lotar a xícara com açúcar ou adoçante.
“O exagero na hora de adoçar é um dos piores erros”, lamenta Liliane, que analisa os poderes do café na diminuição do risco do diabetes do tipo 2. “Diversas experiências mostram que a ingestão saudável da bebida interfere positivamente com a absorção da glicose, que então é feita de maneira mais gradual”, explica. Assim, a produção de insulina — hormônio que se encarrega de botar o açúcar dentro das células — ocorre de forma harmoniosa, sem sobressaltos. Mas essa boa atuação dificilmente acontecerá se o preparado ficar mais parecido com uma espécie de melado.
E, agora, você pode indagar: qual é a melhor forma de adoçar? Para os baristas, ou seja, para quem conhece todas as sutilezas de gosto, o certo é tomar puro. “Bebidas de boa procedência são naturalmente adocicadas”, afirma Cleia Junqueira. Sem falar que ir devagar com o doce também ajuda na contabilidade calórica. Mas, se o seu paladar ainda não percebe a discreta doçura na xícara de um cafezinho puro, coloque a menor quantidade de açúcar possível ou apele para os edulcorantes artificiais.
A cientista sensorial Helena Maria Bolini, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista, anda investigando a interferência dos adoçantes no sabor do café. Em um estudo com mais de 200 voluntários, a equipe da professora pôde observar que a sucralose é uma boa alternativa ao açúcar, já que não contém calorias e parece não afetar tanto as características de aroma e textura do preparado. “O mais indicado é optar por versões líquidas do edulcorante, que se misturam melhor à bebida.”
Por fim, a pergunta que não quer calar: qual a medida ideal? A maioria dos especialistas sugere até 600 mililitros, o que corresponde a três ou quatro xícaras por dia. Mas para os fãs do cafezinho não existe dose certa. “Jamais deve haver excessos”, dispara o professor Tasso Moraes, da UFMG, que sugere: “Para aqueles que têm dor de estômago, insônia ou palpitação, o melhor é ir com parcimônia”. Ninguém aqui quer ser estraga-prazeres, mas um pingo de cautela, em alguns casos, nunca faz mal a ninguém.
Aliados do cotidiano
matéria Beber café faz bem
Botar a bebida na garrafa térmica ou, na pressa, recorrer ao café instantâneo não é nenhum pecado. Veja o que dizem os especialistas
por REGINA P. | design LETÍCIA R. e THIAGO L. | fotos DERCÍLIO
NA GARRAFA
“Jamais guarde a bebida adoçada”, avisa a barista Cleia Junqueira. É que o açúcar pode fermentar, o que simplesmente destroi o preparado. A sugestão é consumir o café em, no máximo, 40 minutos. Acha pouco? Então, imagine que dentro da garrafa ocorrem diversas reações químicas que alteram tanto o sabor e o aroma quanto os benefícios da bebida.
CAFÉ INSTANTÂNEO
“O solúvel pode ser uma alternativa prática para misturar com leite”, indica Cleia. Geralmente o grão usado é o robusta, o que torna a bebida mais rica em nutrientes. “A espécie tem maior rendimento e por isso a indústria a utiliza para fabricar o instantâneo”, conta Carlos Henrique Carvalho, pesquisador da Embrapa Café, em Varginha, Minas Gerais.
Confira alguns macetes para saborear a bebida como um expert
por REGINA P. | design LETÍCIA R. e THIAGO L. | fotos DERCÍLIO
ANTES OU DEPOIS?
Não tenha vergonha se você não imagina o que fazer diante daquele copinho de água com gás. Saiba que não existe uma regra fixa, mas o motivo de ela estar junto da xícara de café é para limpar o seu paladar e ativar as papilas gustativas para sentir plenamente o gosto da bebida. Então, a dica é bebericar um pouco antes. Quem sabe depois da limpeza você não consiga até identificar as notas de chocolate que muitos dizem existir em alguns tipos de grão? Agora, se o café for muito ruim, pena — aí vale tomar mais um gole de água para apagar seus terríveis vestígios.
A XÍCARA PERFEITA
“No caso do café expresso é melhor que ela seja de porcelana com a borda média”, ensina o barista Caio Ferrari, da cafeteria C Espresso, na capital paulista. O detalhe da espessura faz toda a diferença. Isso porque, se ela for muito fina, a bebida fumegante alcançará a boca rapidamente, o que pode queimar a língua. O fundo deve ser côncavo, pois esse formato ajuda na formação da crema, ou seja, da espuma.
Qualidade dos Cafes Brasileiros
A qualidade dos cafés de exportação brasileiro
Assim como na exportação de grãos de café verdes, os cafés brasileiros, pré-torrados e moídos, são reconhecidos pelo seu alto nível de qualidade.
Os produtos sob o selo Cafés do Brasil aderiram a um rígido Sistema de Qualidade e são analisados em laboratórios respeitados e auditados por organizações certificadoras, reconhecidas internacionalmente.
Alta qualidade, consistência em misturas, confiabilidade no fornecimento e cuidados permanentes com o cliente são capacidades que a indústria cafeeira do Brasil oferece aos seus consumidores em todo o mundo.
The quality of Brazil's export coffees
Just as in exporting green-bean coffee, Brazilian coffees, pre-roasted and ground, are recognized for their high quality level.
The products under the label of Cafés do Brasil adhere to a strict Quality System and are analyzed in accredited laboratories and audited by internationally recognized certifying organizations.
High quality, consistency in blending, reliability in supply and ongoing customer carte, are features that the Brazilian coffee industry offers its customers around the world.
A destruicao de Cafes no Brasil
A destruição de cafés no Brasil
A crise econômica mundial iniciada com a quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929, abalou a economia brasileira, já que o país diminuiu sua capacidade de importar e cumprir os pagamentos de dívidas externas, além de ter uma redução do ritmo das atividades financeiras, achatamento do poder de compra e aumento do desemprego. Nesse contexto, o governo de Getúlio Vargas foi obrigado a ampliar a participação do Estado na economia para evitar uma recessão generalizada. Embora a defesa do café tenha persistido como o aspecto prioritário da política governamental, houve mudanças importantes em relação ao período anterior a 1930. A defesa do produto passou a ser feita sem empréstimos externos, sendo financiada, em parte, com recursos extraídos do próprio setor cafeeiro, através da criação de novos impostos.
Pelo decreto de 11 de fevereiro de 1931, o governo federal autorizou a compra de todos os estoques de café que ainda não haviam sido adquiridos pelo Estado de São Paulo. Pelo mesmo decreto, todos os cafés exportados teriam de pagar um imposto em espécie de 20%. Também foi criado um imposto de um mil-réis por novo cafeeiro plantado nos cinco anos subseqüentes. O Banco do Brasil abriu um crédito de 150 mil contos para realizar a operação, totalizando 18 milhões de sacas, ou seja, o equivalente à exportação anual. Por outro lado, foi implementado um contrato de consignação junto à Casa Hard Rand - uma das mais importantes casas exportadoras do país -, que forneceu antecipadamente 1,35 milhão de libras esterlinas pela compra de um mesmo número de sacas de café. Quase ao mesmo tempo, foi realizada uma operação de troca de trigo norte-americano por café.
Entretanto, não bastava retirar do mercado parte da produção do café. A estimativa das próximas safras excedia em muito a capacidade de absorção dos mercados consumidores. Em vista da gravidade da situação, os Estados produtores estabeleceram, em abril daquele ano, um imposto de dez shillings por saca de café exportado a fim de ser financiada a compra e a eventual destruição física do produto.
Em maio de 1931, o governo criou o CNC (Conselho Nacional do Café), órgão federal composto por delegados dos Estados produtores que, aos poucos, assumiu a direção da política cafeeira antes liderada pelo Instituto do Café de São Paulo. A destruição dos estoques de café começou em julho de 1931, com o objetivo de evitar maiores baixas nos preços. Em dezembro, após a nomeação de Osvaldo Aranha para o Ministério da Fazenda, o governo ampliou o programa de sustentação de preços, referendando um acordo dos Estados produtores. Foi estabelecido, entre outros pontos, o aumento do imposto de exportação de dez para 15 shillings por saca, a destruição de 12 milhões de sacas, à razão de um milhão por ano, e a compra do excesso de produção pelo CNC. A crise da economia cafeeira, além de reduzir a receita de exportações, causou a diminuição de boa parte da receita federal, desorganizando as finanças públicas.
Fonte: Dicionário histórico-biográfico brasileiro.